quinta-feira, 17 de março de 2016

PÁSCOA 2016


A todos os Combatentes, Familiares e Amigos da Companhia de Caçadores 2505, desejamos uma
PÁSCOA FELIZ

segunda-feira, 7 de março de 2016

ENCONTRO 2016 C CAÇ 2505

-NOTÍCIA-
Para conhecimento dos nossos seguidores, informamos que o Encontro/Convívio 2016 da nossa Companhia, vai ter lugar no mês de Junho.

A Comissão Organizadora a pedido de alguns camaradas de armas, dos quais um emigrado, decidiu este ano alterar a data do evento para meados daquele mês.

A Organização indicará oportunamente o dia e o respectivo local, onde se realizará o Encontro dos Combatentes, Familiares e Amigos 2016 da C Caç 2505.

A Comissão Organizadora

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

II ENCONTRO 2004 BAT CAÇ 2872

=ENCONTROS C CAÇ 2505= 
II ENCONTRO BAT CAÇ 2872 VISEU 2004

Foi no dia 22 do mês de Maio de 2004, que se realizou o II Encontro dos Combatentes do Batalhão de Caçadores 2872. A Companhia de Caçadores 2505, a nossa Companhia, como uma das suas companhias operacionais também esteve presente.

Já tinha sido mais ou menos acordado no I Encontro do Batalhão, na cidade das Caldas da Rainha, que nos voltaríamos a reunir outra vez, a nível de todas as companhias em 2004, mas  na Cidade de Viseu.

Cada uma das companhias ficou com a missão de tratar toda a logística própria (cartas a enviar, telefonemas, recolha da adesão dos participantes, etc.), para posteriormente apresentar ao Vitor Santos da C Caç 2504, encarregado de coordenar a logística a nível de batalhão, inclusive com a comunicação ao restaurante o número efectivo de participantes.

A concentração realizou-se pelas 11H00 junto ao Palácio da Justiça e dirigimo-nos pelas 13H00 para o Restaurante Os Carioquinhas. Temos de salientar o óptimo serviço prestado por este restaurante quer na qualidade, assim como na quantidade. Não podemos deixar de referir as entradas  servidas à parte e que por muito variadas e apetitosas, nos deixaram praticamente almoçados .

Após tomarmos lugar à mesa, foi o momento de ouvirmos os discursos e darmos início à refeição.   Após o almoço, com animação, seguiu-se a acto de partir o bolo alusivo e caminhávamos para o fim de mais um convívio dos combatentes do Bat Caç 2872.
Nem tudo foi excelente neste almoço. Um pequeno reparo para a distribuição dos participantes à mesa, onde se originou alguma confusão, por não se terem distribuídos os participantes à mesa por companhias.

O convívio ainda não tinha acabado para alguns que se reuniram  em casa do Vitor Santos. A esta distância não me lembro dos presentes com a excepção  do anfitrião, o Alegro da 2504,  o Simões e eu próprio. Não posso terminar sem dar os parabéns ao meu camarada de armas e amigo, Vitor Santos, pela excelente organização deste evento,
JM 
A CONVOCATÓRIA

CARTÕES DE IDENTIFICAÇÃO

A RECORDAÇÃO

AS FOTOS

A CONCENTRAÇÃO


A FOTO DE FAMÍLIA CIA

AS ENTRADAS


O ALMOÇO E CONVÍVIO







A ORGANIZAÇÃO E O BOLO


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

OS ENCONTROS DA C CAÇ 2505

=NOTÍCIA=
Como breve notícia , informamos já estarem reunidas as condições para a publicação a todo o momento, do encontro em falta da nossa Cia, relativo ao ano de 2004.

Esperamos , embora espaçadamente, também conseguir postar os restantes encontros em falta, realizados nos anos de 2005 a 2010 inclusive. 

O nosso agradecimento a todos os combatentes, familiares e amigos da C Caç 2505 na valorização do nosso blogue.
JM

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A INSTRUÇÃO MILITAR

=OPINIÃO=

Foi notícia na passada semana o desaparecimento temporário de dois cadetes fuzileiros, num exercício que faz parte da sua instrução militar.

Este facto, fez-me recuar 52 anos no tempo e recordar a minha fase de instruendo no CIOE (Centro de Instrução de Operações Especiais).

Embora o que vou relatar, seja um assunto anterior à formação da nossa Companhia, entendo mesmo assim, aqui deixar a minha opinião/testemunho.

Decorria o primeiro semestre de 1968 e no CIOE era ministrada somente ao COM e CSM (respectivamente Curso Oficiais e Sargentos Milicianos), a especialidade de Operações Especiais. Naquele tempo, os elementos saídos desta especialidade, viriam a ser futuros graduados na formação de Companhias de Comandos, de acordo com as suas vontades e ou classificação.

Certo dia após o jantar, todo o nosso grupo de combate foi assistir a uma sessão de cinema, num salão que normalmente servia para este efeito. Após o “The End” e mal as luzes se acenderam, subiu ao palco um tenente que em grande gritaria e sem qualquer explicação transmitiu uma ordem: “Têm um minuto para formar”.

REFEITÓRIO CIOE 1968
SALÃO CINEMA

Como estávamos fardados com o camuflado foi mais rápida a formatura, mas mesmo assim, dado o pouco tempo para o grupo ser apresentado, acabaram por vários camaradas, incluindo os respectivos comandantes de equipa, secção e grupo de combate terem de pagar os atrasos com os respectivos exercícios físicos (normalmente flexões de braços, abdominais, cangurus e flexões de braços numa barra que ali se encontrava para o efeito).

Depois de um nosso camarada, que naquela altura comandava o grupo e que não recordo o nome, o ter apresentado ao tenente, como pronto e com o castigo cumprido, retiraram tudo o que tínhamos nos bolsos, ataram-nos as mãos atrás das costas, taparam-nos os olhos e equipa por equipa, sem qualquer explicação, ia entrando para uma viatura pesada com capota. A minha viatura arrancou depois de uma viagem que para mim foi longa, finalmente parou. Senti-me agarrado e quase transportado ao colo desceram-me da viatura. Lembro-me de ter gritado para os meus camaradas, como já dois anteriores tinham feito, pronunciando o meu nome quando me estavam a descer da viatura.  De seguida mandaram-me sentar no chão e quase ao ouvido, segredaram que tinha como ordem regressar com a ninha equipa ao CIOE e no caso de sermos encontrados, sofreríamos as consequências. Por último só ouvi o ruído da viatura a afastar-se.

Que fazer? Não sei onde estava. Tentei desamarrar-me sem conseguir. Senti com as mãos que o chão tinha caruma (folha do pinheiro) e que porventura estava encostado a um. Tentei levantar-me, mas tropecei e caí. Levantei-me e tentei deslocar-me pé ante pé. Dei alguns passos e senti ruído ainda muito abafado. Perguntei quem estava aí. Já não me recordo quem, mas penso que era o Pereira, elemento da minha equipa e infelizmente falecido neste curso, num exercício de progressão debaixo de fogo real. Viemos ao encontro um do outro e costas com costas, conseguimos desamarrarmo-nos. Não tínhamos nada connosco, nem um simples relógio. Fomos logo ao encontro dos outros elementos da equipa, que também já estavam operacionais para prosseguir a nossa futura caminhada. A minha equipa era constituída pelo Vigia, Pires, o falecido Pereira, Campos da Cia irmã 2504 e eu próprio. Tudo era escuro e não sabíamos onde estávamos. Caminhámos até encontrarmos três caminhos e por sugestão do Campos seguimos pelo do meio. Mais à frente, mas ainda longe, avistámos uma pequena luz e para lá nos dirigimos.

Tratava-se de uma casa isolada. Apareceu ao ouvir ruído uma mulher, a quem logo perguntámos onde estávamos. -Oh! Meus filhos! Também tenho um filho na Guiné. Vocês ainda estão muito longe de Lamego. Caminhem por este carreiro e mais à frente vão encontrar uma estrada, que vai dar a outra que vos levará à cidade.

Tínhamos duas hipóteses. A mais fácil era seguir a indicação daquela mulher. A outra com mais dificuldade de sermos detectados seria progredirmos a corta mato. Optámos por ir pela estrada tomando especial atenção para as patrulhas que se encontravam muito reforçadas pela CCS do CIOE.

Não podemos esquecer que estamos no ano de 1968, raramente encontrávamos pessoas e nas estradas passava uma viatura de quando em vez. Até chegarmos ao quartel vários episódios aconteceram. Tivemos de fugir várias vezes das patrulhas camuflando-nos na borda da estrada, em que uma das vezes ao rebolarmos por uma pequena ribanceira saímos todos picados com o tojo que existia no pinhal, comemos cerejas empoleirados numa cerejeira e o mais estranho foi o de já rompendo a manhã, comermos numa pequena tasca bacalhau demolhado com um copo de tinto. Penso que quem pagou foi o Pires, que tinha escondido escapando à inspeção, uma nota de vinte escudos muito enroladinha numa bainha do quico. Acusando em muito a instrução do dia anterior as peripécias passadas e os quilómetros percorridos, chegamos por fim ao quartel.

Resumindo este exercício, podemos dizer que contando com a surpresa, o incerto as dificuldades de orientação e outras, fomos deixados nos pinhais de Castro Daire e conforme o percurso a trinta ou quarenta quilómetros de Lamego. Estávamos a aprender o lema das Operações Especiais, “QUE OS MUITOS, POR SER POUCOS, NÂO TEMAMOS”.

Depois de todo este já longo testemunho, quero opinar que um país com forças armadas, tem a obrigação de preparar muito bem os seus militares, de acordo com as funções que irão desempenhar nos seus vários ramos. Uma ou outra vez, também é notícia um acidente nessa preparação, mas colocando de parte um possível exagero, muito pior seria se num teatro de guerra não tivessem essa preparação. Claro que falo das tropas mais operacionais que deverão possuir a mais extrema preparação militar, disciplina, capacidade de sacrifício e os mais altos conhecimentos de operacionalidade militar.

Na minha experiência militar como miliciano (quase quatro anos), os 27 meses passados em Angola em zona 100% operacional, foram mais facilmente suportados, dada a preparação militar anteriormente recebida. Tive contacto com alguns militares que conheciam mal a arma que lhe estava distribuída.

ZENZA
DANGE


A nossa Companhia episodicamente teve contacto com o inimigo, mas estou plenamente convencido, que a nossa postura no terreno teve grande importância. Já anteriormente escrevi que, a disciplina, todo o nosso saber mecanizado na instrução militar, a nossa capacidade de sacrifício e abnegação eram sempre em operacionalidade postos à prova. A Companhia 2505, pela instrução militar que obteve na sua formação estava bem preparada, para a missão que lhe iria ser atribuída. Era costume exclamarmos: -“Não somos melhores nem piores, somos diferentes”.
JM

domingo, 20 de dezembro de 2015

BOAS FESTAS 2015


SÃO OS NOSSOS VOTOS PARA TODOS OS COMBATENTES, FAMILIARES E AMIGOS DA C. CAÇ. 2505

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

MARIA FERNANDA ...UMA DOLOROSA RECORDAÇÃO

 -TESTEMUNHO-

Embarcámos em Lisboa, no dia 8 de maio de 1969, a bordo do paquete Uíge, com destino à cidade de Luanda, Angola, onde chegámos a 21 desse mesmo mês. Permanecemos no Grafanil cerca de 3 semanas, entretanto, participámos no desfile do 10 de junho, que ocorreu naquela cidade.

Partimos quase de imediato para os Dembos, passando pela Fazenda Maria Fernanda, onde ficámos apenas alguns dias, antes de seguirmos para o nosso destino final, o Dange. Foi nesta curta estadia, cuja duração, se bem me lembro, não terá ultrapassado os 3 dias, quando aconteceu um episódio que teve tanto de inesperado e absurdo, como de trágico, o que dificulta traduzi-lo em palavras neste relato pessoal.

Acampámos no cimo duma encosta a Nascente da Fazenda, num espaço em declive, na parte de baixo existia a picada e um vale, em frente erguia-se uma nova encosta, que devia distar do local onde nos encontrávamos cerca de 1 KM em linha reta, no cimo dessa encosta eram visíveis algumas bananeiras.

FAZENDA MARIA FERNANDA
No segundo dia de permanência na Fazenda, a 20 de junho de 1969, ao final da tarde, encontrávamo-nos junto ao espaço reservado à cozinha, quando tudo começou: estava uma ligeira brisa, o sol refletia-se na folhagem das bananeiras da encosta em frente, o vento fazia com que a folhagem das referidas bananeiras se movesse, provocando sombras difusas em movimento. Este cenário, levou-nos a imaginar e a acreditar de que aquelas sombras seriam o inimigo (vulgo “turras”) a passar de um lado para o outro, alinhando-se para um ataque surpresa. Iludidos pelo medo e pela inexperiência, fomos induzidos a organizar uma operação de reconhecimento e neutralização do “inimigo”.

Não sei bem como foi tomada esta decisão, lembro-me que partiram duas colunas, - o recrutamento terá sido feito na base do voluntariado -, uma seguia pelo lado norte e outra pelo lado sul, sob o comando do Alferes Franco. Nós continuámos junto da cozinha, - o jantar era, as inevitáveis salsichas com arroz -, onde o cozinheiro Albertino (Ponte de Lima), mexia o arroz com uma enorme pá de madeira. Ficaram por ali também o 1º Cabo cozinheiro Carlos Pereira e os cozinheiros Orlando e Rodrigues, o Furriel Simões, penso que o Furriel Merca também estaria, entre muitos outros camaradas, tanto das especialidades, como atiradores, que se juntaram, observando com alguma ansiedade o que se passava com os camaradas que participavam na já referida operação.

Os que ficaram, iam fazendo alguns comentários, uns pró, outros contra, relativamente à presença dos “turras”, mas parece-me que a tese do contra seria a mais consistente e teria mais adeptos, no entanto, uma coisa é certa, havia uma cisão nas opiniões que íamos tecendo. Estávamos nestas conjeturas quando se ouviu um tiro, seguido dum tiroteio intenso, que demorou poucos minutos, seguido de um silêncio opaco e assustador. Cerca de meia hora depois, quem tinha ficado no acampamento, teve conhecimento da tragédia, que se saldava por um morto confirmado, o Manuel Tavares e um ferido com certa gravidade, o Albano.

Há várias teses sobre o que aconteceu no local, mas a mais provável, terá sido o desencadear de um tiroteio na frente das duas colunas, uma contra a outra, por um disparo inicial, inadvertido.

Hoje, à distância de 45 anos, não se percebe muito bem, porque desencadeámos esta insólita operação, quando no local, existia uma Companhia, que estava ali instalada havia muito tempo e tinha como missão proteger a Fazenda. A nossa Companhia estava apenas em trânsito para o Dange.

FAZENDA MARIA FERNANDA: O NOSSO ACAMPAMENTO SERIA AO CIMO DESTA RAMPA
Texto: F. Santos

Fotos: Pesquisadas na NET

PS. Alguém que tenha participado nesta operação deveria contar a sua versão dos acontecimentos, já que esta é uma visão parcial de quem permaneceu no acampamento e os presenciou de fora.
FS.