-ENCONTRO C CAÇ 2505-
ENCONTRO C CAÇ 2505 EM POMBAL 2018
Mais uma vez estou escalado para
fazer a reportagem do Convívio da nossa Companhia do corrente ano. Já lá vai
algum tempo mas como diz o provérbio popular, “mais vale tarde do que nunca”.
Pois bem, aqui vai ela.
O dia 5 de Maio nasceu em Lisboa e em Pombal com o tempo a colaborar, para
a realização do nosso Encontro. Eram precisamente 08H00 quando, junto à Casa da
Moeda em Lisboa, me encontrei com o F Santos, meu velho amigo e camarada de armas.
Tivemos pena que o Madeira Costa não viaja-se connosco, mas por motivos mais
que imperativos não conseguiu estar presente no nosso Convívio.
A viagem, foi como de costume, muito agradável entre conversas e
quilómetros a serem percorridos. Para não variar, mesmo com o GPS, mais uma vez
me enganei na escolha da saída da A1, em direção ao Manjar do Marquês. Apesar
do engano, só não fomos os primeiros a chegar ao estacionamento do restaurante,
dado o Nuno Dias da 2506 já lá se encontrar e que com grande esforço tentava
adivinhar os nossos nomes. Pois! Como ficou estabelecido no almoço do ano
passado, em 2018 voltaríamos a contar com a presença neste convívio da nossa
Companhia Irmã 2506.
Rapidamente começaram a chegar ao parque de estacionamento do
restaurante, as viaturas que transportavam os participantes para mais este evento
das duas companhias. Entre abraços, conversas de circunstância e alguns
“bitaites” chegámos ao momento das fotos de família.
Já com as mesas devidamente reservadas por companhias, o “pessoal”, começou
a entrar para a sala onde seria servido o almoço. Enquanto saboreávamos as
deliciosas entradas, proferi algumas palavras, fazendo alusão aos almoços já efetuados,
realçando os primeiros realizadores, A Seguro, A Claro e A Carlos, a quem todos
devemos o estar aqui hoje. Descrevendo superficialmente o nosso percurso, desde
Abrantes, Santa Margarida e já em terras de Angola, nos Dembos/Dange, Grafanil,
Zenza, Nambuangongo, Caminhão, Canage, Lucusse, Lungué-Bungo e de novo Grafanil,
fiz notar que toda a vivência por que passámos para o melhor ou para o pior,
enraizou a camaradagem e até amizade hoje aqui de novo demonstrada. Como tem
sido tradição, informei os presentes do envio de um forte abraço com votos de
um bom convívio por parte do Abílio Lúcio, Álvaro Gonçalves, Ângelo Gabriel,
Armando Gil, Celestino Paixão, Domingos Ferreira, João Ferreira, Joaquim
Sarzedas, Jorge Justino, José Madeira Costa, Mário Leite e Vitorino Rodrigues,
que por imperativos motivos foi impossível estarem presentes. Deixei para o fim
a amarga comunicação, relativa ao estado de saúde do nosso camarada de armas
Arlindo Carlos a quem desejamos como esperamos francas melhoras. Como
anteriormente tinha falado com o seu filho Henrique, informei os presentes, que
o Arlindo depois do AVC combateu pela vida, estando agora a combater, para
voltar a ser o nosso conhecido e velho amigo.
Seguidamente tomou a palavra por parte da organização da 2506 o camarada
Carlos Mota, que falou sobre o que por bem achou comunicar aos participantes no
evento e principalmente aos elementos daquela companhia irmã.
Como também é tradição, em homenagem aos camaradas que por já terem
partido, alguns demasiado cedo, fizemos um minuto de silêncio com a chamada na formatura
pelos seus nomes. Este minuto de silêncio, também foi extensivo aos camaradas
falecidos da companhia 2506.
Quanto ao almoço, como era de esperar teve nota máxima pelo excelente
serviço, qualidade, quantidade e quanto ao custo, podemos dizer que foi um
preço para amigos. Só as entradas com os vários e célebres pastéis,
acompanhados com o apreciado arroz malandro de tomate, feijão-frade com tempero
especial, salada de polvo e orelha de porco, davam para ficar bem almoçado. O menu
principal um delicioso ensopado de borrego foi acompanhado com um não menos
excelente vinho. A sobremesa na base de leite-creme, salada de frutas ou
simplesmente fruta, ao que se seguiu o café. Por fim o bolo com a insígnia do
batalhão acompanhado por um excelente espumante. Não deixámos de realizar um brinde
com a velha saudação: “ À nossa, pelas nossas inclinações, para que as nossas
mulheres nunca fiquem viúvas, ou os nossos filhos órfãos de pai”. Parabéns ao Restaurante
o Manjar do Marquês.
Por iniciativa da companhia 2506 ficou decidido que para o próximo ano não
voltaríamos a realizar conjuntamente este encontro, embora por nossa parte estaríamos
dispostos a fazê-lo, até a nível de Batalhão, dado ser para o ano a passagem do
50º. Aniversário da nossa partida para a então Província Ultramarina de Angola.
Estaremos dispostos, não por elitismo, mas por maior conhecimento dos graduados
entre companhias, a encarar a hipótese de realizar um encontro de graduados,
familiares e amigos a nível nacional do Batalhão de Caçadores 2872.
O Encontro da Companhia de Caçadores 2505 de 2018 estava a chegar ao
fim. O Fernando Santos e eu próprio fomos os últimos a abandonar o restaurante.
Entrámos na viatura e novamente entre conversas e quilómetros percorridos chegámos
ao nosso destino, ficando o meu amigo Santos no mesmo local onde no início do
dia o apanhei.
Até para o ano.
jMerca
A CONVOCATÓRIA