quarta-feira, 4 de abril de 2018

ENCONTRO 2009 C CAÇ 2505

-ENCONTROS C CAÇ 2505-
ENCONTRO C CAÇ 2505 EM ABRANTES 2009

No ano de 2009, o Encontro da Companhia teve lugar nas instalações do RI 2, ocupado nessa data pela Escola Prática de Cavalaria, que de Santarém para ali tinha sido deslocada. A decisão do local do encontro foi tomada num almoço em Torres Novas, onde estiveram presentes alguns camaradas nossos, mas sobre este almoço falaremos numa outra ocasião.

Após ter sido obtida autorização do então Senhor Comandante da Escola Prática de Cavalaria, ficou decidido que o almoço desse ano se realizaria no dia 16 de Maio.

Com a concentração marcada no interior do Regimento junto à porta de armas, prosseguimos recordando com visita detalhada às suas instalações, onde permanecemos quando da formação do Batalhão. Colocámos também uma coroa de flores em local próprio e em memória aos nossos mortos, seguido de um minuto de silêncio. Também se celebrou na capela do quartel uma missa que antecedeu a realização do almoço.

O almoço realizou-se no refeitório do quartel e decorreu de uma forma muito agradável não só pelo amistoso convívio do pessoal mas também pela maneira como foi servido. A relação preço, qualidade e quantidade foi positiva.

No decorrer de mais este evento não posso deixar de referir, as constantes observações de muitos camaradas, ao se referirem a momento passados aqui ou acolá.

Com o passar das horas, o Encontro Anual 2009 da Companhia de Caçadores 2505 ia chegando ao fim e com a despedida de até para o ano, os participantes começaram a partir pouco a pouco, em direção aos seus destinos.

JM
AS AUTORIZAÇÕES

A CONVOCATÓRIA

O DISCURSO


AS FOTOS

A CONCENTRAÇÃO








A COROA DE FLORES

UM MINUTO DE SILÊNCIO







LAPIDE COMEMORATIVA DO 30º. ANIVERSÁRIO DA NOSSA PARTIDA
PARA  TERRAS DE ANGOLA

O GUIÃO DO NOSSO BATALHÃO
A VISITA

O INTERIOR DA CAPELA
A ENTRADA DA CAPELA

A MISSA

EVOCAÇÃO AOS NOSSOS MORTOS
O ALMOÇO NO REFEITÓRIO
A PROJECÇÃO DE FOTOS  

segunda-feira, 26 de março de 2018

PÁSCOA 2018

A TODOS OS COMBATENTES, FAMILIARES E AMIGOS DA COMPANHIA DE CAÇADORES 2505, DESEJAMOS UMA PÁSCOA FELIZ

quarta-feira, 21 de março de 2018

ENCONTRO 2008 C CAÇ 2505

-ENCONTROS C CAÇ 2505
ENCONTRO C CAÇ 2505 EM POMBAL 2008

O Encontro Anual de 2008, realizou-se em Pombal no restaurante O Manjar do Marquês. No sábado dia 17 de Maio de 2008, combatentes familiares a amigos da C Caç 2505, concentraram-se no parque de estacionamento do restaurante, pelas 11h00 e iniciaram mais um encontro da nossa Companhia.
Passamos a postar a convocatória e algumas fotos que conseguimos reunir.
JM
A CONVOCATÓRIA

AS FOTOS
A CONCENTRAÇÃO













A FOTO DE FAMÍLIA
OS COMBATENTES - RECORDAMOS NESTA FOTO O SILVA, O PRAZERES, O ELÍSIO E O ANTUNES,
QUE JÁ NÃO SE ENCONTRAM FISICAMENTE ENTRE NÓS. PAZ À SUA ALMA.
OS COMBATENTES, FAMILIARES E AMIGOS

quarta-feira, 14 de março de 2018

LIGA DOS COMBATENTES-IRS 2017

-NOTÍCIA-

Recebemos do Núcleo de Lisboa da Liga dos Combatentes, o mail que pelo interesse para a "Liga Solidária" passamos a divulgar a todos os Combatentes, Familiares e Amigos da nossa Companhia e que a seguir transcrevemos na íntegra: 
J Merca

"Caros Sócios,
A DC/LC solicita-nos que lembremos a todos os sócios da LIGA o quanto poderá significar para o apoio do projecto “LIGA SOLIDÁRIA” que no nosso IRS façamos a consignação dos 0.5% conforme previsto no Nº 6 do artº 32 da Lei 16/2001 de 22 de Junho.
Basta para isso preencher o quadro 11 do modelo 3 da Declaração



Desde já os nossos agradecimentos em nome daqueles que porventura venham a beneficiar desta nossa tão simples decisão.

Cumprimentos,

A Direcção do Núcleo

terça-feira, 6 de março de 2018

ENCONTRO 2007 C CAÇ 2505

-ENCONTROS C CAÇ 2505-
ENCONTRO C CAÇ 2505 NA MEALHADA 2007

O Encontro Anual da C Caç 2505 em 2007, realizou-se no restaurante “O Telheiro”, na Mealhada. Só agora foi possível reunir todos os elementos e fotografias relacionadas com o encontro, que de imediato passamos a postar.

O restaurante foi indicado pelo Simões que em boa hora o recomendou, pois o almoço foi serviço com bastante qualidade e com custo abaixo do que naquela altura se praticava, para o mesmo tipo de estabelecimento.

Como sempre estes convívios são repletos de alegria e camaradagem, em que as recordações brotam como a água numa nascente em pleno inverno.

Antes do repasto e como hábito pronunciei algumas breves palavras e logo de seguida começou a ser servido o já desejado almoço.

Pela meia tarde formavam-se pequenos grupos de camaradas, discutindo os mais diversos assuntos. Chegou a hora das despedidas e pouco a pouco os restantes participantes, começaram a abandonar o parque de estacionamento do restaurante.

A tarde estava a chegar ao fim e com ela mais um Encontro Anual da nossa Companhia.
jM

Nota: Para postar os Encontro Anuais da Companhia em falta, agradecemos aos combatentes, familiares e amigos presentes nos eventos de 2008 a 2010 inclusive, nos enviem as fotos que tenham em sua posse.

A CONVOCATÓRIA

O DISCURSO



AS FOTOS
A CONCENTRAÇÃO



CASAL MUITO AMIGO. AO FUNDO AS INSTALAÇÕES DE UMA ORGANIZAÇÃO
QUE MUITO DIZ AO CAMARADA DE ARMAS NA FOTO 


A FOTO DE FAMILIA


HOMENAGEM AO SILVA, ANTUNES, ELÍSIO E PRAZERES QUE JÁ NÃO ESTÃO ENTRE NÓS.
QUE DESCANSEM EM PAZ

O ALMOÇO




O BOLO COMEMORATIVO

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

CERCO AO MUSSEQUE DO CAZENGA

-TESTEMUNHO-

O Musseque do Cazenga, bairro da periferia de Luanda, como tantos outros existentes nesta cidade. O Batalhão de Caçadores 2872, batalhão de intervenção, estava aquartelado no Campo Militar do Grafanil, tinha por missão o patrulhamento destes bairros que eram constituídos por casas térreas de barro, sem grande organização, e com ruas de terra batida. A polícia fazia a segurança na cidade, onde existia o comércio e habitações dos europeus, a cidade europeia. As patrulhas militares destinavam-se a manter a presença militar nestes bairros e eram feitas usando armas automáticas de guerra, nada de pistolas (as pistolas eram usadas, às vezes, pelos graduados, que chefiavam as patrulhas). Estas patrulhas serviam para tentar detetar movimentos de guerrilheiros, vulgo "turras", no seu interior e manter a ordem.

Foto de Manuel Pimenta extraída dum slide: vista geral do bairro Cazenga nos anos 69/70
Seria 3 horas da manhã, duma data que não consigo precisar, mas seguramente do ano de 1970, soa o toque de alvorada no Batalhão de Caçadores 2872. O que se preparava? Eu pelo menos não sabia, mas a companhia 1782 do batalhão 2830, teria sido informada duma missão  muito diferente da que veio acontecer. Esta companhia estava adida ao nosso batalhão, no serviço de intervenção, fazia todas as missões como qualquer companhia pertencente a esta unidade. Numa passagem do livro do Batalhão 2830, pode ler-se na página 316:

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"...em formatura geral, pediam-se voluntários na Companhia 1782 e no Batalhão 2872 para participar como figurantes numas filmagens, lá para a barra do Cuanza, a horas desusadas e clandestinas, exactamente na companhia dessas artistas recém-chegadas à capital de Angola. Seria um filme ousado, com cenas violentas e doces, sobre a história do terrorismo, para correr Portugal e o mundo.
A tarde desse dia foi estranhamente atarefada. Com sonhos de sorrisos doces, entre conversas de ensaio imaginário e lances aventureiros, engraxavam-se botas, alisavam-se fardas, camuflados e lencinhos.
A altas horas da noite chegaram as viaturas para a numerosa tropa voluntária avançar.
"Como furriel mais antigo - conta o fur. enf. António R. Morais - eu ia a comandar uma viatura. E a certa altura, o condutor, também todo engraxadinho e que era da Região Militar de Angola, começa a gozar:
-Ó meu furriel, vocês caíram como patos.
- Porquê?
-Vocês vão fazer uma batida aos musseques e não é nada de filmagens.
Efectivamente, tratou-se de uma batida ai pelas 3/4 horas da manhã em colaboração com a polícia. Por secções, a tropa fazia o cerco ao musseque e esse cerco ia-se apertando ou comprimindo. A polícia arrombava as portas e entrava por lá dentro a fim de identificar as pessoas. Foram apanhados tipos suspeitos, sem documentação ou fugidos à justiça. Muitos foram levados para a prisão."
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A nossa companhia, a Companhia de Caçadores 2505, participou com todos os efetivos nesta operação, onde terá participado a CCS - Companhia de Comandos e Serviços, não tenho a certeza se participou. A nossa missão consistia, tão só, em cercar o bairro, sem deixar qualquer passagem a não ser a de controlo.

 Lembro-me que comandei uma secção, colocada na extremidade norte do bairro, onde passava uma vala. As instruções consistiam em indicar às pessoas, que eram retiradas das casas, para seguirem pela direita até à saída. A polícia participou sob orientação dos civis (na altura não imaginávamos quem seriam, hoje, podemos fazer conjeturas), tiravam toda a gente do interior das habitações. Na saída era feito o controlo, dos habitantes do bairro, pelos referidos polícias e civis. Quem não tinha documentos ia para as viaturas (camiões e camionetas - vulgo "machibombos"), mas houve também quem tivesse documentos que seguiu para as viaturas e o seu destino terá sido o Governo Civil.
Foto de Manuel Pimenta extraída dum slide: Bairro Cazenga
O que aconteceu no Governo Civil não pudemos testemunhar, mas a esta distância não será difícil imaginar!!!

Operações deste tipo, só me recordo desta, mas seria habitual, de tempos a tempos, serem efetuadas. Partiriam de informações recolhidas no interior do musseque, da presença de dirigentes dos movimentos guerrilheiros, que estariam de visita ao bairro, para rever familiares, recolha de fundos e de mantimentos. Passariam nos postos de controlo da rede, com identidades falsas, iludindo assim a vigilância.

F. Santos - Memórias de Angola
14 de janeiro de 2018